Unifacisa rebate cobrança de R$ 33 milhões e acusa Prefeitura de CG de tentar “extinguir” programa social
Instituição afirma que dívida é “indevida” e foi compensada com bolsas (Probem), acusando gestão municipal de “má gestão” e “má fé”.
O Centro de Ensino Superior e Desenvolvimento (CESED), mantenedor da Unifacisa, rebateu duramente nesta segunda-feira (10) as ações de execução fiscal movidas pela Prefeitura de Campina Grande. A gestão municipal cobra da instituição mais de R$ 33 milhões em tributos municipais referentes ao período de 2019 a 2024.
Em nota, a universidade classificou a cobrança como “indevida” e “casuística”. Segundo a Unifacisa, não há inadimplência, mas sim um equívoco da gestão sobre a compensação tributária prevista na lei do Programa Municipal de Bolsas de Ensino (Probem). A instituição alega que os valores supostamente devidos foram integralmente compensados pela concessão de bolsas integrais a estudantes de baixa renda, e que as “extensas prestações de contas” comprovam que o volume de bolsas superou os tributos.
Ataque ao programa social e “má gestão”
A Unifacisa acusa a Prefeitura de tentar “enfraquecer” e, “a final e cabo, extinguir” o programa social, inspirado no Prouni, que atualmente atende 910 alunos de baixa renda. A nota afirma que a cobrança revela uma “intenção meramente casuística” da gestão do prefeito Bruno Cunha Lima.
A instituição ainda acusa a prefeitura de “má fé” e de uma “tentativa delirante de terceirizar os atuais problemas” do município, atribuindo a cobrança à “má gestão” do prefeito, que estaria penalizando quem mais precisa.
Contexto de crise
A cobrança milionária foi protocolada em outubro, em meio a outra crise entre a gestão municipal e o chanceler da Unifacisa, Dalton Gadelha. O Hospital HELP, também ligado ao grupo, trava uma disputa judicial contra a Prefeitura pelo repasse de mais de R$ 17 milhões em emendas parlamentares que estariam retidas.
A Unifacisa garantiu que, apesar da disputa, as bolsas dos alunos já matriculados e as vagas para 2026.1 estão asseguradas, criticando a “clara vontade manifesta da atual gestão municipal de extinguir um programa consolidado”.
Da redação do Movimento PB.
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