Fila do INSS ultrapassa 2 milhões de pedidos pela primeira vez no governo Lula


Aumento ocorreu antes do fim do bônus a servidores

A fila de espera do INSS fechou 2024 com 2,042 milhões de requerimentos por benefícios sociais e previdenciários, segundo dados do boletim de dezembro, divulgado apenas em abril pelo Ministério da Previdência.

Esse é o maior número de pedidos pendentes no governo Lula, que, durante a campanha, prometeu zerar a fila. Em novembro, havia 1,985 milhão de requerimentos na espera, indicando um crescimento contínuo. Os dados de janeiro a março deste ano ainda não foram divulgados.

Motivos para o aumento

Entre os fatores que impulsionaram o crescimento da fila em 2024, estão a greve de servidores e a implementação do Atestemed, sistema que permite afastamento por até 180 dias sem necessidade de perícia médica. Embora tenha reduzido custos ao impedir pagamentos retroativos ao pedido, o mecanismo contribuiu para o aumento da demanda.

Em dezembro de 2023, a fila era de 1,545 milhão de pedidos. Em junho de 2024, caiu para 1,353 milhão, mas voltou a subir nos meses seguintes. O governo Bolsonaro havia criado um bônus de produtividade para reduzir o tempo de espera, que foi retomado em julho de 2023 pela gestão atual. A medida ajudou a reduzir a fila temporariamente, mas a alta voltou a partir de julho de 2024, até ultrapassar os 2 milhões de pedidos.

Recorde no governo Bolsonaro

A maior fila já registrada no INSS foi em junho de 2019, quando chegou a 2,4 milhões de pedidos. Para reduzir a espera, o governo da época adotou medidas como bônus de produtividade, contratação emergencial de aposentados para análise de processos e uso de militares no atendimento das agências.

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O aumento na fila naquele período foi impulsionado, em grande parte, pela falta de servidores, já que muitos se aposentaram em janeiro de 2019 para garantir uma gratificação negociada em greves anteriores.


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