A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso apresentado pela defesa do Padre Egídio de Carvalho, que buscava o relaxamento de sua prisão. O religioso está detido desde o ano passado em João Pessoa.

O recurso foi movido após uma decisão do STJ, assinada pelo ministro Teodoro Silva, que negou o habeas corpus a Egídio de Carvalho. No final de janeiro deste ano, a defesa do pároco também tentou obter o relaxamento da prisão na justiça da Paraíba, mas o pedido foi negado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJPB).

Egídio de Carvalho Neto é acusado de liderar um esquema de desvio de recursos no Hospital Padre Zé, em João Pessoa. O esquema teria o envolvimento de pelo menos duas outras pessoas ligadas diretamente a Egídio: a ex-diretora administrativa do Hospital Padre Zé, Janine Dantas, e a ex-tesoureira da unidade de saúde, Amanda Duarte.

Padre Egídio foi alvo de uma operação que resultou em sua prisão, realizada pelo Gaeco. Poucas semanas após as denúncias, uma Força Tarefa composta pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco), pela Polícia Civil da Paraíba da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social, pela Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba e pela Controladoria-Geral do Estado da Paraíba, deflagraram a “Operação Indignus”.

A operação teve como objetivo investigar possíveis condutas criminosas ocorridas no Instituto São José, no Hospital Padre Zé e na Ação Social Arquidiocesana/ASA. Segundo as investigações, há indícios de desvios de recursos públicos destinados a fins específicos, por meio da falsificação de documentos e pagamento de propinas a funcionários vinculados às referidas entidades.

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