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Processo contra professor denunciado por assédio segue parado no IFPB

O caso envolvendo o professor Antônio Isaac Luna de Lacerda, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), continua gerando repercussão e questionamentos. Após denúncias de assédio e relações sexuais com estudantes menores de 18 anos, o professor passou a ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 2022. Desde então, o processo administrativo disciplinar (PAD) contra ele está em curso, mas enfrenta obstáculos que impedem sua conclusão.

Antônio Isaac deixou seu cargo de diretor-geral do campus Itabaiana e foi suspenso de suas funções como professor durante as investigações. No entanto, mesmo afastado, ele continua recebendo seu salário mensal, que ultrapassa os R$13 mil. O impedimento para a conclusão do PAD reside no fato de que o professor está usufruindo de licenças médicas, impossibilitando que seja notificado sobre o andamento do processo.

O último obstáculo surgiu com a licença médica psiquiátrica de 180 dias concedida a Antônio Isaac. Apesar disso, há relatos de sua presença em eventos sociais recentes, levantando questionamentos sobre a veracidade de sua condição médica.

Além disso, chamou a atenção o fato de que, mesmo diante das denúncias de assédio desde 2019, o professor recebeu um adicional de insalubridade/periculosidade em maio de 2022, concedido pelo então reitor. Esse adicional seria justificado pela atuação de Antônio Isaac em um laboratório que, segundo as denúncias, era usado como ambiente para os encontros com as estudantes.

A Comissão Permanente de Sindicâncias e Processos Administrativos Disciplinares (COPSPAD) do IFPB esclareceu que o professor permanece afastado de suas funções enquanto durar a investigação. No entanto, o processo não pode ser finalizado sem a notificação de Antônio Isaac, o que se torna um impasse devido às licenças médicas em vigor.

A reitoria do IFPB assegurou que o caso está sendo acompanhado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público Federal (MPF), tanto no âmbito administrativo quanto no criminal. Enquanto isso, o professor continua recebendo seu salário normalmente, aguardando o desfecho do processo.

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