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Especialistas Chineses Refutam Acusação da Microsoft sobre Interferência Eleitoral por Inteligência Artificial

Especialistas em tecnologia na China contestaram recentemente as alegações da Microsoft sobre o uso de inteligência artificial pelo país para influenciar processos eleitorais em outras nações. Considerando o relatório da empresa como tendencioso e carente de substância, analistas questionaram sua veracidade.

Segundo a Microsoft, a China estaria planejando interferir nas eleições nos Estados Unidos, Coreia do Sul e Índia por meio de conteúdo gerado artificialmente. No entanto, especialistas em IA destacaram a falta de provas concretas que corroborem a relação entre o governo chinês e as contas de mídia social mencionadas no relatório.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, reiterou o compromisso do país com o princípio de não intervenção nos assuntos internos de outras nações. Ele enfatizou que as eleições presidenciais nos Estados Unidos são uma questão doméstica.

Analistas observam que relatórios semelhantes divulgados por empresas de tecnologia sem evidências substanciais refletem uma possível colaboração entre empresas privadas e o governo dos Estados Unidos para promover interesses mútuos. Yang Xiyu, pesquisador sênior do Instituto Chinês de Estudos Internacionais, sugeriu que tais ações podem ser interpretadas como uma tentativa de reprimir a concorrência estrangeira no campo da inteligência artificial.

Essa não é a primeira vez que a Microsoft levanta acusações desse tipo contra a China. Em setembro de 2023, a empresa relatou a descoberta de uma suposta rede de contas falsas em mídias sociais controladas pelo país asiático, buscando influenciar eleitores nos Estados Unidos por meio de IA.

Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa em Washington, expressou em 2023 a oposição da China a essas alegações, considerando-as preconceituosas e baseadas em especulações maliciosas.

Fonte: Reuters, adaptação
Imagem: ilustração, montagem da redação

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