Brasil e China firmam parcerias em IA e educação digital

O Brasil e a China selaram acordos de cooperação focados na modernização da educação através da inteligência artificial (IA) e da transformação digital. A formalização ocorreu em maio de 2026, durante a 4ª Conferência Mundial de Educação Digital (WDEC), realizada em Hangzhou, na China. Os memorandos de entendimento, assinados pelo Ministério da Educação (MEC) brasileiro, visam impulsionar o desenvolvimento tecnológico e pedagógico em ambos os países.
Ações Práticas e Cooperação Bilateral
A parceria estabelece um mecanismo para diálogos ministeriais periódicos, garantindo o acompanhamento contínuo da implementação dos acordos. Um dos pilares da colaboração é a oferta anual de, no mínimo, 30 bolsas de estudo pelo governo chinês para estudantes brasileiros, fortalecendo o intercâmbio acadêmico e a formação de talentos. Além disso, os acordos preveem o fomento ao desenvolvimento e aplicação de tecnologias pedagógicas inovadoras, com ênfase no uso da IA no setor educacional.
O secretário de Gestão da Informação do MEC, Evânio Araújo, que representou o Brasil no evento, destacou a relevância das discussões. Ele ressaltou o consenso entre autoridades e especialistas sobre a necessidade de empregar a IA de forma a estimular a criatividade, o pensamento analítico e a interdisciplinaridade. Araújo também enfatizou a importância da criação de mecanismos de governança robustos para assegurar a segurança e a privacidade dos dados nos sistemas educacionais.
Visitas e Parcerias Estratégicas
Durante a missão oficial, a comitiva técnica brasileira realizou visitas a importantes instituições de ensino superior na China. Evânio Araújo participou da inauguração do Laboratório de Aviação Verde na Universidade de Beihang, um projeto desenvolvido em cooperação com a Universidade de São Paulo (USP), abrigando o Centro Brasil Beihang e laboratórios conjuntos de ciência e inovação. A delegação também esteve na Universidade A&F Zhejiang, reconhecida por sua expertise em agricultura e ciências florestais, instituição que já mantém parcerias com 19 universidades brasileiras.
Estas iniciativas sinalizam um avanço significativo na colaboração internacional do Brasil em áreas estratégicas como inteligência artificial e educação digital, alinhando-se às prioridades nacionais de modernização do ensino e de preparação para os desafios da sociedade do conhecimento.
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