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Lula contesta expulsão de delegado da PF dos EUA e fala em reciprocidade

Lula contesta expulsão de delegado da PF dos EUA e fala em reciprocidade
Lula contesta expulsão de delegado da PF dos EUA e fala em reciprocidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com veemência à expulsão de um delegado da Polícia Federal (PF) do território dos Estados Unidos, anunciada pelo governo de Donald Trump. A medida, que visa um servidor federal brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, foi justificada por tentativas de contornar mecanismos formais de cooperação jurídica internacional. Em resposta, Lula declarou que o Brasil aplicará o princípio da reciprocidade nas relações com os EUA.

EUA acusa servidor brasileiro de contornar cooperação jurídica

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, em comunicado divulgado nas redes sociais, afirmou que nenhum estrangeiro pode usar o sistema de imigração americano para driblar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas. Embora sem citar nomes, a nota indica claramente um agente da PF brasileira. A declaração sugere que o funcionário em questão teria tentado burlar acordos de cooperação, motivando o pedido para que deixasse o país.

Lula promete reciprocidade e critica ingerência americana

Ao ser informado sobre o caso, Lula manifestou surpresa e criticou o que chamou de “ingerência” e “abuso de autoridade” por parte de “personagens americanos” em relação ao Brasil. O presidente ressaltou a importância de que as relações ocorram de forma correta, mas reiterou que o país não aceitará tais interferências. A promessa de reciprocidade indica que o Brasil poderá adotar medidas semelhantes caso identifique ações americanas consideradas inadequadas em seu território.

Contexto: Prisão e Fuga de Alexandre Ramagem

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado, foi detido na Flórida e liberado após dois dias. Sua prisão ocorreu em um contexto de condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de reclusão, relacionada a uma trama golpista. Após a condenação, Ramagem perdeu o mandato parlamentar e fugiu do Brasil para evitar o cumprimento da pena, estabelecendo residência nos Estados Unidos.

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