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Recife rejeita título de cidadão para Wagner Moura após polêmica

Recife rejeita título de cidadão para Wagner Moura após polêmica
Recife rejeita título de cidadão para Wagner Moura após polêmica

A Câmara Municipal de Recife não concedeu o título de cidadão recifense ao renomado ator Wagner Moura. O projeto, proposto pelo vereador Carlos Muniz (PSB-PE), não obteve os 23 votos necessários para aprovação em uma votação realizada na segunda-feira (27). O resultado final foi de 16 votos a favor e 7 contrários, com apenas 23 dos 24 vereadores presentes.

Contexto e Justificativa do Projeto

O Projeto de Decreto Legislativo nº 1/2026 foi protocolado em 12 de janeiro, logo após Wagner Moura receber o Globo de Ouro por sua atuação em “O Agente Secreto”. O texto do projeto destacava a projeção internacional do filme, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Internacional e indicado ao Oscar, ressaltando também a inclusão de elementos culturais recifenses, como o Carnaval de Rua e lendas urbanas, na obra cinematográfica. Segundo o PDL, o filme teria levado a cultura de Recife a um novo patamar no cinema internacional.

Argumentos Contra a Concessão

Durante a sessão de votação, vereadores que se opuseram à homenagem apresentaram argumentos diversos. Alguns consideraram a concessão do título supérflua diante das urgências e demandas da cidade. Outros, como o vereador Gilson Machado Filho (PL-PE), criticaram explicitamente o posicionamento político do ator. “Se o título fosse para Capitão Nascimento [personagem de Moura em Tropa de Elite], eu votaria sim, mas como é para Wagner Moura, eu volto não”, declarou Machado Filho. Ele justificou sua posição alegando que o ator, apesar de seu talento, utiliza sua plataforma cultural para atacar adversários políticos, o que, em sua opinião, o desqualifica para receber tal honraria.

Outras Proposições Rejeitadas

Curiosamente, o projeto que visava homenagear Wagner Moura foi votado em conjunto com outra proposição: a concessão da Medalha de Mérito José Mariano à secretária Municipal de Saúde, Luciana Albuquerque. Esta segunda proposta também não atingiu o número mínimo de votos favoráveis exigido pela Câmara.

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