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Miranda Priestly: As inspirações reais por trás do ícone do cinema

Miranda Priestly: As inspirações reais por trás do ícone do cinema
Miranda Priestly: As inspirações reais por trás do ícone do cinema

A figura de Miranda Priestly, a implacável editora-chefe interpretada magistralmente por Meryl Streep em ‘O Diabo Veste Prada’, transcendeu as telas para se tornar um ícone cultural. A personagem, que comanda a fictícia revista de moda Runway com mão de ferro, é o motor da narrativa, gerando tensão e um glamour gélido que cativou o público.

Inspirações masculinas para a voz e o comando

Embora a associação mais imediata seja com Anna Wintour, a icônica editora da Vogue, Meryl Streep revelou que suas principais fontes de inspiração para construir a personalidade de Priestly foram, surpreendentemente, figuras masculinas. Em entrevista à Vogue em 2026, Streep destacou que a escolha de modelos masculinos lhe proporcionou uma liberdade criativa particular.

Um dos homens que moldaram a personagem foi o lendário ator e diretor Clint Eastwood. A inspiração de Eastwood manifestou-se na voz peculiar e sutilmente imponente de Priestly. Streep explicou em ‘The Late Show with Stephen Colbert’ que Eastwood raramente elevava o tom de voz, obrigando seus interlocutores a se inclinar para ouvir suas instruções, uma tática que conferiu a Priestly sua assinatura vocal inconfundível.

Outra figura crucial na construção de Miranda foi o diretor e comediante Mike Nichols. Streep, que trabalhou com Nichols em filmes como ‘Silkwood’ e ‘Angels in America’, admirava seu estilo de liderança, que mesclava seriedade com um humor sagaz. “Eu estava basicamente imitando Mike Nichols o tempo todo”, confessou Streep. “Se Mike Nichols e Clint Eastwood tivessem um filho… seria Miranda Priestly.” Ela descreveu o comando de Nichols no set como algo feito “com um humor sagaz”, que, embora pudesse ser interpretado como rude, possuía um fundo cômico.

Anna Wintour: A conexão inegável

A ligação entre Miranda Priestly e Anna Wintour é inegável, dado que o livro de Lauren Weisberger, que inspirou o filme, foi baseado nas experiências da autora como assistente de Wintour na Vogue. Apesar de Weisberger ter inicialmente negado a inspiração direta, as semelhanças entre a personagem e a editora da Vogue eram gritantes.

O diretor David Frankel, ao abordar o filme, afirmou que sua intenção não era criticar Wintour, mas sim homenagear as mulheres trabalhadoras que se destacam em suas áreas. “Anna Wintour faz um trabalho extraordinário, e este será um cartão de amor para as mulheres trabalhadoras que fazem um trabalho excelente”, declarou Frankel.

A própria Wintour, ao assistir a uma exibição prévia do filme com sua filha, teria ouvido: “Mãe, eles realmente te pegaram”. Com o tempo, Wintour parece ter abraçado a associação. Em 2026, ela e Streep estamparam a capa da Vogue, onde a atriz admitiu ter se inspirado em Wintour para retratar a personagem no futuro. “Em termos de Miranda, e voltando a essa personagem 20 anos depois, eu honestamente pensei em Anna e tentei imaginar como era carregar sua responsabilidade e estar tão interessada no mundo e curiosa quanto ela deve ser”, disse Streep.

Wintour, por sua vez, comentou sobre o papel em 2024, afirmando que cabia ao público e aos colegas de trabalho decidirem sobre as semelhanças. No entanto, em 2026, ela demonstrou aceitação, chamando a interpretação de Streep de “o presente mais extraordinário”, embora ressaltando as diferenças. Ela também celebrou a idade, compartilhando com Streep a perspectiva de que a experiência traz equilíbrio e a capacidade de seguir em frente diante das adversidades.

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