Sobrinho de Michael Jackson critica mídia antes de estreia de “Michael”

Às vésperas do lançamento do filme biográfico “Michael”, que detalha a vida do icônico Rei do Pop, um membro da família Jackson expressou satisfação com a perspectiva de o público formar suas próprias opiniões, distanciando-se do que considera ser um controle narrativo da mídia.
Críticas à Mídia e o Poder da Narrativa
Taj Jackson, sobrinho de Michael e filho de Tito Jackson, utilizou a plataforma X (anteriormente Twitter) para alfinetar a imprensa. Segundo Taj, a mídia já não detém o monopólio sobre a imagem de seu tio. “O público poderá assistir a este filme… eles decidirão por si mesmos”, declarou, acrescentando com um tom desafiador: “E vocês não podem lidar com isso”. A declaração sugere uma percepção de que a narrativa midiática sobre Michael Jackson tem sido unilateral e, por vezes, prejudicial.
O Escopo do Filme “Michael”
Dirigido por Antoine Fuqua e com produção parcial do espólio de Michael Jackson, o filme promete abranger a trajetória do artista desde sua infância como membro do Jackson 5 até o auge de sua fama, por volta de 1988. O período foca na turnê do aclamado álbum “Bad”, quando o artista tinha 30 anos.
Alterações no Roteiro e Custos Adicionais
Inicialmente, o roteiro previa a abordagem das acusações de abuso infantil que recaíram sobre Michael Jackson em 1993 e a subsequente investigação. No entanto, advogados do espólio descobriram que um acordo prévio com um dos acusadores impedia a inclusão dessas passagens no filme. Essa descoberta forçou o desenvolvimento de um novo terceiro ato, demandando 22 dias adicionais de filmagem e um custo estimado entre US$ 15 a US$ 20 milhões.
Expectativas de Bilheteria e Recepção Crítica
Projeções indicam uma abertura doméstica de US$ 65 a US$ 70 milhões para “Michael”, com expectativas de arrecadação global ultrapassando os US$ 700 milhões. Contudo, a recepção crítica inicial, compilada pelo Rotten Tomatoes, apresenta um índice de aprovação de apenas 37%. Diante disso, Taj Jackson antecipa uma reviravolta na opinião de alguns críticos, afirmando com um toque de ironia: “Mal posso esperar para ver alguns críticos tendo que engolir suas palavras. E sim, serei mesquinho o suficiente para apreciar isso”.
