Fachin reage a críticas sobre caso Banco Master no STF

Fachin critica cobertura da imprensa no caso Banco Master
Em meio à crescente polêmica sobre a condução do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, divulgou uma nota expressando seu ponto de vista sobre as críticas direcionadas à atuação do STF e, em particular, do ministro Dias Toffoli.
A controvérsia gira em torno da decisão de Toffoli de manter o processo no STF, mesmo com questionamentos sobre a necessidade de sua tramitação na instância máxima do Judiciário. A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do caso, solicitou que o processo fosse retirado da Justiça Federal de Brasília, baseando-se em um contrato imobiliário que mencionava o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA). No entanto, a fragilidade das evidências de envolvimento de Bacelar levantou dúvidas sobre a justificativa para manter o caso no STF.
A decisão de Toffoli de impor sigilo ao processo também gerou estranhamento, assim como a revelação de negócios entre familiares do ministro e Fabiano Zettel, empresário ligado a Vorcaro. Além disso, o contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, com uma remuneração considerada atípica, aumentou a pressão sobre o STF.
As críticas se intensificaram com a divulgação de um voo de Toffoli em um jato particular, acompanhado do advogado de um diretor do Banco Master, para assistir à final da Taça Libertadores. A sequência de eventos e decisões controversas levantou questionamentos sobre a isenção da Justiça no caso.
Fachin, em sua nota, defendeu o direito à crítica, mas lamentou o que considerou uma tentativa de pressão por parte da imprensa. Ele enfatizou que as decisões tomadas durante o recesso serão analisadas pelo colegiado no momento oportuno, sem antecipação de juízo de valor.
A nota de Fachin surge em um momento crucial, em que a imagem do STF está sendo testada. A condução do caso Banco Master, com seus desdobramentos e controvérsias, exige transparência e isenção para evitar que paire qualquer dúvida sobre a atuação da Justiça em um caso de grande impacto político e financeiro.
Da redação do Movimento PB.
