Internacional

Ex-modelo brasileira acusa Trump e Melania no caso Epstein

Ex-modelo brasileira acusa Trump e Melania no caso Epstein
Ex-modelo brasileira acusa Trump e Melania no caso Epstein

O nome da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, ressurgiu nas redes sociais com acusações contundentes contra o casal Donald e Melania Trump, em meio ao desdobramento do escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein. Em postagens no X (antigo Twitter), Ungaro, que foi deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025 após 23 anos no país, declarou que esteve “ao redor” do casal Trump por duas décadas e que pretende tomar medidas legais contra Melania e o presidente americano, a quem chamou de “pedófilo”.

Deportação e Relações com o Poder

A deportação de Amanda Ungaro foi creditada por ela, em entrevista anterior, à influência de seu ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, conhecido por suas conexões nos círculos de poder em Washington. Uma reportagem do New York Times corroborou essa versão, indicando que Zampolli teria intercedido junto a um alto funcionário da imigração para que Ungaro fosse detida antes de conseguir liberdade sob fiança. O objetivo de Zampolli seria, segundo a publicação, recuperar a guarda do filho de 15 anos que ele e Ungaro disputam judicialmente.

O Círculo de Paolo Zampolli e Donald Trump

Paolo Zampolli, empresário milanês que se mudou para Nova York nos anos 1990, desenvolveu uma relação de trabalho e amizade com Donald Trump a partir de 2004, consolidada durante a campanha presidencial de 2016. Na época, Zampolli se apresentou como o responsável pela documentação de Melania Trump como modelo nos EUA, garantindo seu visto de trabalho. Ungaro descreve Zampolli como uma figura extravagante, com um círculo social que incluía festas luxuosas, celebridades e a atenção da mídia, muitas vezes com a presença de Trump e sua esposa.

Conexão com Jeffrey Epstein

O círculo social de Zampolli e Trump também incluía Jeffrey Epstein, o financista morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A agência de modelos de Zampolli, ID Models, era frequentada por Epstein, e ambos chegaram a tentar adquirir a Elite Models em 2004. O nome de Zampolli aparece diversas vezes nos arquivos do caso Epstein liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA. Amanda Ungaro, por sua vez, admitiu ter embarcado no “Lolita Express”, um dos aviões de Epstein, em 2002, de Paris para Nova York, para participar de um casting. Ela relatou ter visto cerca de 30 jovens mulheres no voo, descrevendo-as como “bonitas e bem novinhas”, mas com um perfil que não parecia o de modelos profissionais.

Ameaças e Declarações Públicas

Em suas recentes declarações no X, Amanda Ungaro afirmou conhecer Melania Trump há 20 anos e alegou que a ex-primeira-dama sabia de sua detenção pelo ICE. Ungaro acusou Melania de tentar envolvê-la em algo “errado”, mas declarou ter “caráter” para não participar de “nenhuma missão maligna envolvendo crianças”. A ex-modelo prometeu “expor tudo” o que sabe sobre o casal e declarou sua intenção de derrubar o que chamou de “sistema corrupto”, mesmo que isso signifique sua última ação na vida. Ela expressou não ter mais nada a perder e alertou o casal Trump para ter “cuidado” com ela.


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