Segurança de Andrew: Ex-guardas sob pressão para revelar elos com Epstein

A investigação sobre os laços de Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como Príncipe Andrew, com o condenado Jeffrey Epstein, ganhou uma nova e crucial dimensão. Oficiais que fizeram parte de sua equipe de proteção por anos estão sendo instados a apresentar tudo o que viram e ouviram durante o período em que serviram, em um movimento que intensifica a pressão sobre o membro da realeza britânica.
A convocação surge após Andrew ter sido detido na última quinta-feira sob suspeita de má conduta em cargo público por agentes da polícia do Vale do Tâmisa, sendo posteriormente liberado sob investigação. O foco da apuração, que inicialmente se concentrava nas vítimas de tráfico sexual de Epstein e na possível entrega de informações sensíveis por Andrew enquanto enviado comercial do Reino Unido, agora se expande para o círculo mais próximo de sua segurança.
Oficiais de Proteção: Testemunhas Cruciais
A Scotland Yard confirmou na sexta-feira que está identificando e contatando todos os oficiais que serviram como protetores de Mountbatten-Windsor ao longo dos anos. A mensagem é clara: eles foram solicitados a considerar cuidadosamente qualquer informação relevante que possam ter obtido durante o serviço para auxiliar as revisões em curso.
Dai Davies, ex-chefe da proteção real, classificou a situação como “inconcebível” em entrevista à Sky News. Segundo Davies, é improvável que os guardas não possuam informações, considerando que teriam acompanhado Andrew a diversas residências associadas a Epstein, incluindo propriedades nas Ilhas Virgens Americanas, Novo México e Flórida. Davies defende uma investigação liderada por um juiz, argumentando que “a verdade, com todos os seus defeitos, deve vir à tona”.
Novas Revelações e Expansão da Investigação
O apelo aos ex-oficiais coincide com a divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA, que sugerem que oficiais da Polícia Metropolitana teriam guardado a residência de Epstein em Nova York. E-mails revelados pelo The Sunday Times detalham arranjos de segurança para a propriedade em 2010, quando Andrew estava hospedado lá, incluindo instruções de segurança para dois oficiais e códigos temporários de acesso.
Paralelamente, a polícia expandiu a investigação para incluir a revisão de registros de voos em aeroportos do Reino Unido, buscando determinar se foram utilizados para tráfico humano. Diversas forças policiais – incluindo Met, Polícia da Escócia e West Midlands, além de Essex, Norfolk e Bedfordshire – estão avaliando se as alegações justificam uma investigação criminal completa. As forças policiais de Surrey e Vale do Tâmisa também consideram alegações de má conduta sexual por parte de Andrew, acusações que ele consistentemente nega.
O Alerta a Ex-Oficiais e o Silêncio
Paul Page, um ex-oficial de proteção real que anteriormente alegou que mulheres eram levadas ao Palácio de Buckingham para Andrew sem registro oficial, afirmou ter sido “instruído a ficar quieto” pela Polícia Metropolitana. O The Times reportou que Page recebeu uma carta de advertência de Jon Savell, um comissário assistente adjunto, lembrando-o de suas obrigações de “confidencialidade e respeito pela privacidade dos protegidos”. Page interpretou a carta como uma ordem para “calar a boca”, embora as autoridades a considerem um lembrete geral. Page, que deixou o serviço em 2004, foi condenado em 2009 por um esquema de fraude imobiliária.
Advogados de Andrew Mountbatten-Windsor optaram por não comentar os desenvolvimentos. A complexidade da investigação e a rede de conexões em torno de Epstein continuam a desvendar novas camadas, colocando o círculo interno de Andrew sob um escrutínio sem precedentes.
O Que Você Precisa Saber
Qual é o principal desenvolvimento na investigação de Andrew?
O foco atual recai sobre a convocação dos ex-oficiais de proteção de Andrew Mountbatten-Windsor. A Polícia Metropolitana está contatando esses indivíduos, pedindo que compartilhem qualquer informação relevante obtida enquanto estavam de serviço, especialmente em relação à associação de Andrew com Jeffrey Epstein.
Quem é Andrew Mountbatten-Windsor e por que ele está sob investigação?
Andrew Mountbatten-Windsor é o Duque de York, filho da Rainha Elizabeth II. Ele está sob investigação devido à sua associação com o condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein, incluindo alegações de tráfico sexual e má conduta em cargo público. Ele foi recentemente detido e liberado sob investigação.
Qual a importância dos ex-oficiais de proteção nesta investigação?
Os ex-oficiais de proteção são considerados testemunhas cruciais, pois teriam acompanhado Andrew em diversas ocasiões e locais, incluindo propriedades ligadas a Epstein. Sua proximidade com o duque os coloca em uma posição única para fornecer informações sobre atividades e interações que podem ser relevantes para a investigação.
Há novas alegações sobre a segurança de Epstein em Nova York?
Sim, documentos do Departamento de Justiça dos EUA e e-mails revelados sugerem que oficiais da Polícia Metropolitana podem ter guardado a residência de Jeffrey Epstein em Nova York em 2010, quando Andrew estava presente. Estes documentos detalham arranjos de segurança para os oficiais na propriedade.
