A ciência dos jogos: projeto da UFPB para conter Alzheimer é premiado na Itália

Inovação paraibana no combate à demência
Uma pesquisa desenvolvida nos corredores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) acaba de ganhar os holofotes da comunidade científica europeia. A doutoranda Tatiana Ramalho, do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PROLING), conquistou o primeiro lugar em um concurso internacional promovido pela Instituição GIX, vinculada ao Game Science Research Center da Universidade de Florença, na Itália.
O projeto foca no desenvolvimento de um protocolo de estimulação cognitiva baseado em jogos, desenhado especificamente para idosos diagnosticados com demência, incluindo o Alzheimer. O objetivo central não é a cura, mas a manutenção da funcionalidade e da independência do paciente por mais tempo, retardando o avanço dos sintomas mais severos da doença.
Viabilidade e impacto social
Antes de atravessar o Atlântico, a eficácia do método foi testada em cenários locais. Tatiana validou sua proposta através de aplicações práticas no Lar da Providência, em João Pessoa, e com idosos atendidos pelo CRAS em Rio Tinto. Os resultados demonstraram que o uso sistemático de jogos como ferramenta terapêutica é capaz de engajar os idosos e exercitar áreas do cérebro responsáveis pela memória e linguagem.
A premiação oficial está agendada para ocorrer durante o “Play: Festival del Gioco”, entre os dias 22 e 24 de maio, na cidade de Bolonha. O reconhecimento na categoria de projeto de pesquisa científica valida a utilização de jogos não apenas como entretenimento, mas como um motor de mudança social e saúde pública.
O papel da Linguística na Geriatria
A interseção entre a linguística e a saúde do idoso é um dos diferenciais do trabalho. Segundo especialistas do Instituto Paraibano de Envelhecimento (IPE), a estimulação cognitiva precoce é a principal barreira não farmacológica contra o declínio mental. A aplicação dos jogos ajuda a manter as conexões sinápticas ativas, permitindo que o idoso preserve sua identidade e autonomia nas atividades cotidianas.
- Foco do Protocolo: Retardo de efeitos severos do Alzheimer.
- Metodologia: Jogos de estimulação cognitiva e linguística.
- Reconhecimento: 1º lugar na categoria Pesquisa Científica (GIX/Itália).
O prêmio reforça o papel da universidade na produção de ciência aplicada que resolve problemas reais da população. A pesquisa agora ganha fôlego internacional para ser expandida e, futuramente, implementada em larga escala no sistema de saúde local.
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Perguntas Frequentes
Como os jogos ajudam no Alzheimer?
Os jogos funcionam como exercícios para o cérebro, estimulando a neuroplasticidade. Eles ajudam a manter ativas as áreas responsáveis pela linguagem, raciocínio lógico e memória, retardando a perda de funções cognitivas básicas.
Onde a pesquisa foi realizada?
O protocolo foi desenvolvido na UFPB e testado com idosos em João Pessoa (Lar da Providência) e Rio Tinto (CRAS), provando sua eficácia antes de ser submetido ao concurso internacional na Itália.
